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Reforma Ortográfica

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, 16/12/1990, aprovado no Brasil pelo Decreto Legislativo no 54, 18/04/1995, com assinatura do presidente Lula em 29/09/08, podendo sofrer pequenos ajustes até dez/2012.

A reforma é ortográfica refere-se à grafia das palavras. A pronúncia, crase, concordância, regência continuam como antes.

O que muda?

- Alfabeto: O alfabeto passa a ter 26 letras, pois foram acrescentadas as letras k, w e y.

Obs.: Na verdade, essas letras já estavam presentes em nosso cotidiano, por exemplo: nos nomes estrangeiros e seus derivados (Willian, Kaiser, darwinismo, show, playboy, etc), assim como nos símbolos das unidades de medida( Km, Kg, etc.).

- Trema: Totalmente abolido de nosso idioma. Permanece, apenas, nos nomes próprios e seus derivados.

Ex.: tranquilo, pinguim, cinquenta Müller, mülleriano.

- Acentuação:

• Foi abolido o acento dos ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Ex.: colmeia, ideia, epopeia, plateia, apoia (verbo apoiar), boia, joia, jiboia, etc.

Obs.: Essa regra diz respeito às paroxítonas. No caso das oxítonas, aquelas em que a última sílaba é tônica, as terminações éis, ói e óis permanecem acentuadas.

Ex.: pastéis, papéis, herói, lençóis, etc.

• Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento agudo no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Ex.: baiuca, feiura, etc.

Obs.: Essa regra é para as paroxítonas. No caso das oxítonas, o acento permanece.

Ex.: tuiuiú, Piauí, etc.

• Os hiatos homogêneos (ee, oo) perderam seus acentos:

Ex.: abençoo, voo, zoo, veem, leem, etc.

• O acento diferencial dos pares homógrafos foi abolido.

Ex.: para (verbo) / para (preposição) ; pelo (verbo) / pelo (substantivo) ; polo (por + lo) / polo (substantivo).

Obs.: Constituem exceção os pares pôde/pode, pôr/por, bem como o plural das formas verbais de ter (tem/têm), vir (vem/vêm) e seus derivados.

• Não mais se assinala com acento agudo o u tônico dos grupos gue, gui, que, qui. Assim, escrevemos atualmente: averigue, argui, oblique, etc.

Obs.: Quanto à conjugação de verbos como aguar, apaziguar, averiguar e similares, admite-se dupla possibilidade de grafia: águo/aguo, apazíguo/apaziguo, averiguo/averiguo.

- Hífen

Exigem hífen sempre:

• Prefixos seguidos de h.

Ex.: anti-higiênico, super-homem, micro-história, sobre-humano, etc.

Obs.: exceto subumano.

• Além, aquém, ex, pós, pré, pró, recém, sem, vice, etc.

Ex.: além-mar, aquém-muros, ex-presidente, pós-graduação, pré-primário, pró-reitor, recém-chegado, sem-terra, vice-presidente.

• Os prefixos terminados em vogal, seguidos por palavra começada pela mesma vogal.

Ex.: anti-inflamatório, auto-observação, contra-ataque, micro-ondas.

Obs.: exceto com o prefixo co, por exemplo, coordenador.

• Prefixo terminado por consoante seguido de palavra iniciada pela mesma consoante.

Ex.: hiper-rico, inter-racial, sub-bloco, super-resistente, super-romântico.

• Sub exige hífen com palavra iniciada por r.

Ex.: sub-raça, sub-região.

•Os sufixos de origem tupi-guarani: Açu, guaçu e mirim exigem hífen.

Ex.: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

Obs.: Nos prefixos terminados em vogal que se juntam a palavras começadas por r ou s duplicam-se o r e o s para manter a pronúncia.

Ex.: antirrábico, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrassenso, infrassom, microssistema, minissaia, ultrassom, ultrarrigoroso, neossocialismo, etc.


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