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O Censo é a coleta de dados sobre todos os domicílios e seus habitantes, em todos os lugares do país. Isto significa que os recenseadores, que são as milhares de pessoas especialmente treinadas pelo IBGE para preencher os questionários da pesquisa, visitaram todos os cantos do Brasil, registraram e apuraram informações sobre cada uma das casas e seus habitantes.

Os pesquisadores do IBGE organizaram e analisaram essas informações, para depois divulgar os resultados em uma série de publicações sobre os temas estudados. Dessa forma, toda a sociedade passou a conhecer cada detalhe a respeito da população do país.

Em 2000, mesmo ano de realização da coleta de dados, precisamente no dia 21 de dezembro, foram divulgados os resultados preliminares do universoO questionário do universo foi respondido por toda a população. Já o questionário da amostra foi respondido por 12% dos domicílios brasileiros, contendo perguntas específicas que não constaram do questionário básico do universo., num evento em Brasília que reuniu o presidente da República, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e o presidente do IBGE.

Os resultados definitivos do universo foram lançados em dezembro de 2001. A publicação apresentou informações que mostraram como os 169.799.170 habitantes estão distribuídos segundo sexo e situação do domicílio (urbano ou rural). No dia 20 de dezembro de 2002, o IBGE divulgou os Primeiros Resultados da Amostra do Censo Demográfico 2000, com um apanhado geral das informações levantadas a partir dos questionários da amostraO questionário do universo foi respondido por toda a população. Já o questionário da amostra foi respondido por 12% dos domicílios brasileiros, contendo perguntas específicas que não constaram do questionário básico do universo..

Daí em diante, foram lançadas seis publicações temáticas (Características gerais da população; Educação; Migração e Deslocamento; Nupcialidade e Fecundidade; Trabalho e Rendimento; Famílias e Domicílios) e algumas especiais (Idosos; Mulheres; Tendências Demográficas; Indicadores Municipais; Atlas do Censo; entre outras).

Clique aqui para saber mais detalhes sobre cada uma dessas publicações.


Os números do Censo 2000


Fazer o recenseamento da população de um país do tamanho do Brasil é um desafio enorme. Veja só:

Estrutura e pessoal envolvidos
27 Unidades Regionais (uma em cada capital e uma no distrito federal), 560 Agências do IBGE; 6.823 Postos de Coleta Municipais; cerca de 230 mil pessoas contratadas, temporariamente, para os trabalhos de coleta de dados, supervisão, apoio técnico-administrativo e apuração dos resultados.

Material impresso e mapas
Mais de 100 milhões de questionários e outros documentos impressos; 5.507 mapas municipais, 30 mil mapas de cidades, vilas e localidades e mais 215.811 croquis (desenho do setor) para orientar os recenseadores na sua área de trabalho.

Tecnologia
Um computador de grande porte, centenas de microcomputadores ligados em rede nacional utilizados para controlar e acompanhar a operação, palm tops e modernos equipamentos de reconhecimento de marcas e caracteres para captura dos dados.


Qual a utilidade dos censos?


O censo serve para que cada um possa conhecer melhor o país, os estados e os municípios. Com as informações do recenseamento, o Governo poderá, por exemplo:

  • identificar os locais onde é mais importante investir em saúde, educação, habitação, transportes etc.;
  • descobrir lugares que necessitam de programas de incentivo ao crescimento econômico, como instalação de pólos industriais;
  • distribuir melhor o dinheiro público, dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios.

A sociedade em geral também usa as informações do censo:

  • para escolher onde instalar suas fábricas, supermercados, shopping centers, escolas, cinemas etc.;
  • para conhecer melhor os trabalhadores brasileiros - quem são, o que fazem, como moram etc. Essa informação é muito importante para os sindicatos, associações profissionais e entidades de classe;
  • para pedir a atenção dos governos para problemas específicos, como a expansão da rede de água e esgoto, a instalação de postos de saúde e assim por diante.

Como todas as informações do Censo são importantes para o futuro do Brasil, todas as pessoas são obrigadas a responder ao recenseamento. Mas, não há motivo de preocupação: as respostas de cada uma são confidenciais.


Quem foi recenseado?


Todas as pessoas residentes no Brasil no dia 1º de agosto de 2000, inclusive as que estiveram temporariamente ausentes do país nessa data.

Os indígenas foram recenseados tanto em suas terras, definidas como áreas especiais, quanto no Brasil como um todo.

Tripulantes de navios e aviões brasileiros em curso no estrangeiro foram recenseados no domicílio onde moram no país.


O Censo tem história...


A palavra Censo vem do latim "census", que quer dizer "conjunto dos dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, estado, nação etc".

Como você pode imaginar, o Censo é uma coisa que já era feita na Antigüidade. Pelo que se tem notícia, o Censo mais antigo é o da China. Em 2238 a.C., o imperador Yao mandou realizar um censo da população e das lavouras cultivadas.

No Oriente, os mais antigos são os hebraicos e o Censo de Israel no tempo de Moisés (cerca de 1700 a.C.). Os egípcios realizavam censos anualmente no século XVI a.C. E os romanos e os gregos já realizavam censos por volta do século VIII a IV a.C. Em 578-534 a.C., o imperador Servo Túlio mandou realizar um censo de população e riqueza que serviu para estabelecer o recrutamento para o exército, para o exercício dos direitos políticos e para o pagamento de impostos. Os romanos fizeram 72 censos entre 555 a.C. e 72 d.C.

Naquela época, o objetivo mais importante do Censo era saber o número de pessoas disponíveis para fazer a guerra e cobrar impostos. A punição para quem não respondia geralmente era a morte!

A Bíblia conta que São José e a virgem Maria saíram de Nazaré, na Galiléia, para Belém, na Judéia, para responder ao censo ordenado por César Augusto (as pessoas tinham que ser entrevistadas no local de sua origem). Foi enquanto estavam na cidade que Jesus nasceu.

Na Idade Média, na Europa, houve diversos recenseamentos: na Península Ibérica durante a dominação muçulmana nos séculos VII a XV; no reinado de Carlos Magno (712-814); e ainda o Doomaday Book, que é o maior registro estatístico feito na época, na Inglaterra, por ordem de Guilherme, o Conquistador. Também foram feitos recenseamentos nas repúblicas italianas do século XII ao XIII.

Nas Américas, muito antes de Cristóvão Colombo, os Incas já mantinham um registro numérico de dados de população em "quipus", um engenhoso sistema de cordas com nós que representavam números no sistema decimal!

Como você pode ver, desde épocas remotas os governos se preocupam em realizar Censos.


...e o Brasil também (tem história)!


Você sabia que o tamanho da população brasileira é conhecido desde o período colonial?

Até 1872 os dados sobre a população brasileira eram obtidos de forma indireta, isto é, não eram feitos levantamentos com o objetivo estrito de contar o número de habitantes. As fontes de dados eram relatórios preparados com outras finalidades, como os relatórios de autoridades eclesiásticas, sobre os fiéis que freqüentavam a igreja, e os relatórios de funcionários da Colônia, enviados para as autoridades da Metrópole. Usava-se, também, como fonte de informação, as estimativas da população fornecidas pelos Ouvidores, ou outras autoridades, à Intendência Geral da Polícia.

Somente a partir de 1750, visando a objetivos estritamente militares, a Coroa Portuguesa decidiu realizar levantamentos, de forma direta, da população livre e adulta, apta a ser convocada para a defesa do território.

O primeiro regulamento censitário no Brasil data de 1846. Tal regulamento definiu o caráter periódico do censo demográfico, fixando um intervalo de 8 anos. Somente em 1850 o governo foi autorizado a despender os recursos necessários para a realização de uma operação do porte de um censo demográfico. O primeiro censo, então, foi programado para ocorrer em 1852.

Entretanto, a operação prevista para 1852 não foi realizada: a população revoltou-se e impediu o levantamento que já estava em pleno início de execução! Revoltou-se contra o Decreto no 797/junho de 1851, então conhecido como a " lei do cativeiro". Acreditava-se que o decreto era uma odiosa medida governamental visando à escravização dos homens de cor. Este episódio foi suficiente para adiar por 20 anos a realização do primeiro censo.

Em 1870, um novo regulamento censitário determinou que os censos cobririam todo o território nacional e que deveriam ocorrer a cada 10 anos. Dois anos mais tarde, em 1872, foi realizado o primeiro recenseamento nacional no país, o qual recebeu o nome de Recenseamento da População do Império do Brasil. Depois deste e até 1940, novas operações censitárias sucederam-se em 1890, 1900 e 1920. Em 1910 e em 1930, não foram realizados os recenseamentos.

Com a criação do IBGE, em 1938, e com a contribuição do renomado demógrafo italiano Giorgio Mortara, inaugurou-se a moderna fase censitária no Brasil. Caracterizada, principalmente, pela periodicidade decenal dos censos demográficos, nessa nova fase foi ampliada a abrangência temática do questionário com introdução de quesitos de interesse econômico e social, tais como os de mão-de-obra, emprego, desemprego, rendimento, fecundidade, migrações internas, dentre outros temas.

O período logo após o censo de 1991 esteve fortemente marcado pela integração com a sociedade. O IBGE incentivou essa integração: estimulando a discussão para reformular alguns itens já constantes do questionário e para incorporar novos ao Censo 2000. A participação cada vez maior e a importantíssima contribuição dos governos municipais e estaduais no preparo dos mapas que apoiam os trabalhos do Censo são um reflexo dessa tendência . Todo o Brasil, hoje, pode participar!


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